Um grupo cibercriminoso brasileiro, conhecido como SLIM SPIDER, desenvolveu uma ferramenta que automatiza transferências Pix não autorizadas em massa, colocando em risco a segurança das instituições financeiras no Brasil. A CrowdStrike, empresa de cibersegurança, identificou a invasão em março de 2026, revelando um cenário alarmante para o setor financeiro.
O ataque e suas consequências
Durante a investigação, a CrowdStrike registrou um aumento global de 171% na atividade cibercriminosa em ambientes de nuvem entre julho de 2025 e junho de 2026. O grupo SLIM SPIDER conseguiu roubar pelo menos seis segredos relacionados a ativos financeiros digitais, incluindo credenciais de custódia de criptoativos e uma chave privada de carteira digital.
Como o SLIM SPIDER atua?
O grupo utiliza credenciais legítimas para acessar sistemas comprometidos, empregando scripts personalizados e painéis de controle que automatizam ataques. Um dos painéis desenvolvido pelo grupo era capaz de realizar transferências Pix não autorizadas, aceitando todos os tipos de chave Pix. A CrowdStrike também identificou máquinas comprometidas de diferentes bancos e fintechs brasileiros, o que indica uma rede ampla de infiltração.
Aumento dos ataques à infraestrutura de nuvem
Os ambientes de nuvem, utilizados por bancos e fintechs, armazenam informações sensíveis que podem ser exploradas por cibercriminosos. Marcos Ferreira, vice-presidente de engenharia de vendas para a América Latina da CrowdStrike, afirma que o ritmo de adoção de nuvem não foi acompanhado pelo nível de investimentos em cibersegurança, criando uma janela de oportunidade para ataques. O SLIM SPIDER aproveitou essa vulnerabilidade para avançar em seus ataques.
Riscos para clientes de bancos
A invasão dos sistemas internos pode resultar em fraudes e transferências não autorizadas. Embora não se tenha certeza sobre a exposição de dados pessoais ou contas bancárias de clientes, o risco está presente nos bastidores, nas identidades e rotinas de desenvolvimento das instituições. Para mitigar esses riscos, a CrowdStrike recomenda que bancos e fintechs limitem permissões de acesso, protejam credenciais e monitorem atividades suspeitas.
Opinião
A crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, como os do SLIM SPIDER, evidencia a necessidade urgente de investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras.





