Os Correios anunciaram um novo plano de demissão voluntária (PDV) com a expectativa de atingir até 7 mil funcionários. A iniciativa visa mitigar a grave crise financeira que já resultou em um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O novo PDV é parte de um esforço maior de reestruturação da estatal, que enfrenta sérias dificuldades financeiras.
Diferente do primeiro PDV, realizado entre fevereiro e março, onde cerca de 3,1 mil funcionários se desligaram, a direção dos Correios não estabeleceu uma meta de adesões para esta nova rodada. O programa será direcionado a funcionários de unidades que estão sendo extintas, incluindo centros de tratamento e agências.
A estatal informou que as indenizações variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagas integralmente em parcela única e depositadas até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento, sem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.
Expectativas e Medidas Adicionais
Os Correios projetam um prejuízo total de R$ 10 bilhões para 2026, o que representa um aumento significativo em relação ao prejuízo registrado no primeiro trimestre deste ano. Além das demissões, a empresa planeja a venda de imóveis, que pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão, e o fechamento de até mil pontos de atendimento considerados deficitários.
De acordo com um relatório, dos cerca de 10 mil pontos existentes, 85% eram deficitários em 2024. O plano de reestruturação também inclui a negociação com fornecedores, que resultou em uma economia de R$ 321 milhões, e a renegociação de R$ 702 milhões em precatórios.
Opinião
A situação dos Correios é um reflexo das dificuldades enfrentadas pelas estatais no Brasil, e as medidas adotadas são essenciais para garantir sua sustentabilidade no futuro.





