Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, foi formalmente expulso do quadro associativo do clube no dia 1º de outubro de 2023, após votação do Conselho Deliberativo que resultou em 147 votos a favor da expulsão e apenas 5 contra. A decisão ocorreu em meio a graves acusações de tentativa de golpe e desvio de valores, que marcaram sua gestão.
Impeachment e Acusações
A expulsão de Augusto Melo segue o impeachment que ocorreu em 9 de agosto de 2025, quando ele foi destituído após uma Assembleia Geral dos sócios. As acusações incluem envolvimento em um esquema de desvio de recursos do contrato com a Vai de Bet, antiga patrocinadora do clube, e ele é réu por lavagem de dinheiro e associação criminosa desde 22 de julho de 2022.
Invasão e Mobilização
Durante o processo de impeachment, Melo invadiu o Parque São Jorge, o que gerou grande confusão e mobilização de torcedores em frente ao clube, que se manifestaram pedindo sua exclusão, gritando “Augusto picareta”. A mobilização, no entanto, foi menor do que a ocorrida na expulsão de Andrés Sanchez, que também foi expulso em 25 de setembro de 2023, devido a investigações sobre gastos pessoais de R$ 480.169,60 no cartão corporativo do clube.
Defesa de Augusto Melo
Em nota, Augusto Melo afirmou que recebeu ligações aconselhando sua renúncia, mas que decidiu não renunciar. Ele negou as acusações, alegando que não houve invasão e que as alegações contra ele não possuem provas. Sua defesa argumenta que ele é vítima de um processo ilegal e repleto de nulidades.
Consequências e Futuro
O caso da Vai de Bet trouxe à tona uma série de investigações que culminaram no impeachment de Melo e na expulsão de outros ex-dirigentes. A situação atual do Corinthians reflete uma crise interna profunda, com a necessidade de restaurar a confiança entre os torcedores e a diretoria.
Opinião
A expulsão de Augusto Melo e Andrés Sanchez evidencia a fragilidade da gestão do Corinthians, que precisa urgentemente de uma reestruturação para recuperar sua credibilidade.





