Futebol

Corinthians enfrenta novo transfer ban da Fifa por dívida de José Martínez

Corinthians enfrenta novo transfer ban da Fifa por dívida de José Martínez

O Corinthians sofreu um novo transfer ban da Fifa no dia 21 de setembro de 2023, impedindo o clube de registrar novos atletas. Esta punição, válida por três janelas de transferências, está relacionada à dívida com o Philadelphia Union dos Estados Unidos, referente à contratação do volante venezuelano José Martínez.

Martínez foi contratado em janeiro de 2024, durante a presidência de Augusto Melo, por um valor de US$ 1,8 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões à época). No entanto, o clube americano não recebeu a maior parte do valor acordado e decidiu notificar a Fifa sobre a situação. Até o momento, não há um prazo definido para que o Corinthians regularize essa pendência, e a próxima janela de transferências está prevista para abrir em julho.

O Corinthians rescindiu o contrato com Martínez em fevereiro de 2023, após o jogador se reapresentar com 40 dias de atraso e ser diagnosticado com uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. Essa situação gerou descontentamento no técnico Dorival Júnior, que decidiu não contar mais com o atleta. Para encerrar o vínculo, a diretoria do Corinthians concordou em pagar 30% do salário de Martínez até o final do ano e cobrir os custos da cirurgia necessária para tratar a lesão.

Além disso, o Corinthians ainda enfrenta o risco de novas punições, visto que busca um acordo para saldar uma dívida de aproximadamente R$ 42 milhões com o Talleres pela contratação de Rodrigo Garro. O clube também pagou cerca de R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca, pela compra de Charles. Este não é o primeiro caso de transfer ban enfrentado pelo Corinthians; em janeiro deste ano, o clube precisou desembolsar R$ 41,6 milhões ao Santos Laguna pela compra do zagueiro Félix Torres, que está emprestado ao Internacional, para poder registrar novos atletas após quatro meses de punição.

Opinião

A situação do Corinthians reflete a fragilidade financeira de clubes que não conseguem honrar compromissos, prejudicando sua competitividade.