Santa Catarina

Consórcio Guaicurus exige aportes de sócios afastados após intervenção da Prefeitura

Consórcio Guaicurus exige aportes de sócios afastados após intervenção da Prefeitura

Em um ofício enviado no dia 16 de outubro, o Consórcio Guaicurus solicitou aos sócios afastados um cronograma de novos aportes para assegurar o funcionamento do transporte público em Campo Grande. A Comissão de Intervenção do Sistema de Transporte Público, formada recentemente, revelou a necessidade de recursos adicionais, afirmando que a tarifa atual não cobre os custos operacionais.

O interventor-geral, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, declarou que a dívida de subsídios da Prefeitura é uma ‘falácia’ e que a gestão municipal está em dia. “Se está em dia, e se o problema era de gestão, e a gestão foi afastada, não faz sentido a Comissão precisar de dinheiro novo dias depois”, questionou.

Contexto da Situação

Os sócios do consórcio estão afastados desde 16 de junho por decreto da Prefeitura. O contrato de concessão, assinado em 2012, estabelece que revisões econômicas deveriam ocorrer a cada sete anos para garantir a viabilidade financeira do serviço. No entanto, essas revisões não foram realizadas, levando à deterioração da situação financeira do sistema.

O Consórcio Guaicurus enfatizou que todos os aportes financeiros feitos anteriormente foram voluntários, não obrigatórios, e ocorreram devido a atrasos nos repasses do Município, que impactaram o fluxo de caixa. “Foi esse dinheiro, e não a tarifa, que pagou combustível, manutenção e salários nos últimos anos”, afirmaram.

Implicações Futuros

O pedido de novos aportes aos sócios afastados levanta questões sobre a gestão e a responsabilidade financeira do Município. O Consórcio argumenta que a falta de reequilíbrios financeiros contratuais compromete a operação do sistema de transporte. A situação atual evidencia a necessidade urgente de revisão das condições contratuais e dos compromissos da Prefeitura.

Opinião

A situação do transporte público em Campo Grande exige atenção imediata das autoridades. A falta de reequilíbrios financeiros e a dependência de aportes voluntários podem comprometer a qualidade do serviço prestado à população.