O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) iniciou uma sessão crucial para decidir se o procurador-geral da República, Paulo Gonet, será investigado em relação a menções encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que atuou no extinto Banco Master. Essas menções foram incluídas em um relatório da Polícia Federal (PF) que levantou questões sobre a conduta do PGR.
A expectativa é de que o caso seja arquivado, permitindo que Gonet continue à frente das investigações da operação Compliance Zero, focada nas fraudes do Banco Master. Ele atua ao lado do vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand, e de dois subprocuradores designados para uma força-tarefa que lida com os casos que estão no Supremo Tribunal Federal (STF).
O processo administrativo que analisa a conduta de Gonet foi aberto em setembro, após a divulgação de diálogos que sugerem uma relação entre ele e Vorcaro. O relatório da PF, que expôs essas interações, foi produzido sob a supervisão do relator do caso no STF, André Mendonça.
Durante a sessão, o Conselho deve decidir se designa um subprocurador-geral da República para investigar a possível prática de crime comum atribuível a Gonet, seguindo o que determina o Estatuto do Ministério Público da União (MPU). O próprio Gonet preside o colegiado, enquanto o vice-presidente, Nicolao Dino, é o responsável por conduzir os trabalhos.
Opinião
A decisão do Conselho Superior do MPF será fundamental para a confiança nas investigações sobre o Banco Master e na integridade da atuação do procurador-geral.





