Propostas em análise no Congresso Nacional visam reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, gerando incertezas sobre os regimes de trabalho especiais, como o 12×36 e a escala 6×1.
Impactos da mudança na escala 6×1
Com o fim da escala 6×1, empresas e sindicatos precisarão reorganizar horários e custos para garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente nos finais de semana. A proposta do governo estabelece que o sábado será considerado um dia de descanso preferencial, semelhante ao domingo. Para que um trabalhador atue nesse dia, a empresa deverá comprovar a impossibilidade de interrupção do serviço ou oferecer uma folga compensatória na mesma semana, respeitando o limite total de 40 horas.
Novas regras para o regime 12×36
Embora o regime 12×36 continue em vigor, haverá mudanças significativas. A proposta de emenda constitucional (PEC) sugere que escalas que ultrapassem 40 horas semanais necessitem de negociações coletivas rigorosas. Além disso, trabalhadores que atuarem nesse regime terão direito a 8,7 horas extras por mês, o que pode acarretar um aumento de até 20% nos custos operacionais para setores como segurança e saúde.
Eliminação de acordos individuais
As novas propostas também pretendem eliminar a possibilidade de acordos individuais para escalas especiais. Tanto a PEC quanto o projeto de lei do governo estabelecerão que qualquer escala especial deverá obrigatoriamente envolver a participação dos sindicatos em convenções coletivas de trabalho. Isso marca uma mudança significativa na forma como as escalas são negociadas, exigindo um maior envolvimento das entidades representativas dos trabalhadores.
Diferenças entre a PEC e o projeto de lei
A PEC propõe uma alteração na Constituição e uma redução gradual das horas de trabalho, com a exigência de dois dias de descanso por semana. Por outro lado, o projeto de lei se concentra em como calcular as horas extras mensais e estabelece a escala 5×2 (cinco dias de trabalho seguidos por dois de folga) como a norma geral, com exceções para atividades essenciais.
Opinião
As mudanças propostas no Congresso podem trazer desafios significativos para empresas e trabalhadores, exigindo adaptações e um diálogo mais próximo entre as partes envolvidas.





