Tecnologia

Companhias aéreas do Brasil oferecem Wi-Fi a bordo, mas com limitações e custos altos

Companhias aéreas do Brasil oferecem Wi-Fi a bordo, mas com limitações e custos altos

O Wi-Fi a bordo já é uma realidade em muitas companhias aéreas do Brasil. Em alguns voos, a conexão é gratuita para troca de mensagens; já em outros, é preciso contratar um pacote para navegar na internet durante a viagem. Mas, afinal, de onde vem o sinal de internet a mais de 10 mil metros de altitude?

Diferente do que acontece em casa, onde o roteador recebe a conexão por fibra óptica ou cabo, as aeronaves dependem de sistemas capazes de transmitir dados em movimento, por meio de torres em solo ou de satélites. A tecnologia por trás do Wi-Fi a bordo envolve equipamentos específicos, custos elevados e limitações que variam de acordo com a rota e o tipo de aeronave.

Como funciona a conexão do Wi-Fi a bordo?

Existem duas tecnologias principais para isso: o sistema Air-to-Ground (ATG), que utiliza antenas instaladas na parte inferior da aeronave para captar o sinal de torres em solo; e a Internet via satélite, na qual antenas posicionadas na parte superior da fuselagem se comunicam com satélites em órbita. O sistema ATG depende de torres terrestres para manter a conexão durante o voo. À medida que a aeronave avança, ela alterna automaticamente entre essas estruturas, de forma semelhante ao que acontece com um celular em deslocamento.

Já na Internet via satélite, os dados passam entre a aeronave, os satélites em órbita e estações terrestres conectadas à rede mundial. Embora esse percurso seja mais longo, a tecnologia garante cobertura praticamente contínua, inclusive em voos transoceânicos.

Desempenho e segurança do Wi-Fi a bordo

Mesmo com os avanços da tecnologia, a experiência de navegação durante um voo ainda costuma ser diferente daquela em terra. Isso acontece porque a conexão disponível na aeronave precisa ser compartilhada entre todos os passageiros conectados ao mesmo tempo. Quanto mais pessoas utilizam a rede simultaneamente, menor tende a ser a velocidade disponível para cada usuário.

O Wi-Fi do avião pode ser usado normalmente, mas é importante lembrar que ele funciona como uma rede pública. Nesse sentido, é preciso ter cuidado e seguir boas práticas de segurança. Para acessar aplicativos de banco, e-mail corporativo ou dados sensíveis, o ideal é usar uma VPN.

Por que nem todos os voos oferecem Wi-Fi?

Embora a oferta de Wi-Fi a bordo esteja crescendo, instalar esse tipo de conexão ainda exige um investimento significativo das companhias aéreas. O sistema envolve a compra de antenas e equipamentos específicos, adaptações na aeronave, certificações e custos de manutenção. Além disso, a instalação dos dispositivos aumenta o peso do avião e pode influenciar o consumo de combustível.

Opinião

A expansão do Wi-Fi a bordo é um avanço significativo na experiência de viagem, mas é essencial que os passageiros estejam cientes das limitações e dos cuidados necessários ao utilizar essa tecnologia.