Economia

Coalizão Indústria exige ação do governo contra importações e alerta sobre déficit

Coalizão Indústria exige ação do governo contra importações e alerta sobre déficit

Em uma coletiva de imprensa realizada em 12 de outubro de 2023, setores industriais que enfrentam a crescente invasão de produtos chineses reforçaram seu apelo ao governo para que tome medidas contra as importações. O crescimento das importações é previsto em 6,2%, enquanto o consumo doméstico deve aumentar apenas 3% este ano.

Déficit na balança comercial

As previsões da Coalizão Indústria, composta por 13 entidades setoriais, indicam que o déficit na balança comercial de produtos manufaturados, que já era de US$ 74 bilhões em 2019, pode alcançar US$ 146,4 bilhões em 2026. O coordenador da Coalizão, Marco Polo de Mello Lopes, classificou a situação como um “problema emergencial”, destacando que as importações são impulsionadas por estímulos de países asiáticos.

Ação necessária contra produtos importados

Marco Polo, que também é presidente do Instituto Aço Brasil, ressaltou que um terço do mercado de produtos siderúrgicos já foi tomado por importações. Ele elogiou a atuação do ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas enfatizou que as medidas de defesa comercial precisam ser tomadas dentro da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que conta com a participação de outras nove pastas.

Desafios da indústria nacional

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, também presente na coletiva, destacou que a indústria nacional não tem conseguido captar o aumento do consumo interno devido ao avanço das importações. “Nenhum de nós tem medo de competição. O que incomoda é a assimetria competitiva entre o produto nacional e o importado”, afirmou Calvet, ressaltando que as importações se tornam problemáticas quando entram de forma anticompetitiva ou desleal.

Opinião

A situação atual exige uma resposta rápida e eficaz do governo para proteger a indústria nacional e garantir um ambiente de competição justa.