O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para o dia 10 de março a retomada do julgamento que pode resultar na cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O político é acusado de abuso de poder político e econômico durante a eleição de 2022, em decorrência de contratações irregulares.
As irregularidades envolvem a contratação de 27 mil funcionários temporários no Ceperj e 18 mil na Uerj, que, segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral, teriam atuado como cabos eleitorais a favor de Castro. O custo total do esquema é estimado em cerca de R$ 640 milhões provenientes da Uerj e R$ 226 milhões do Ceperj.
Retomada do Julgamento
O julgamento no TSE teve início em novembro, mas foi suspenso após um pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira. Com o prazo de análise vencido, o caso foi liberado para voltar à pauta, e a sessão será presencial, marcada para às 19h.
A relatora do processo, Isabel Galloti, já se manifestou, defendendo a condenação de Castro por crime eleitoral. Em seu voto, Galloti destacou as graves irregularidades nas contratações, afirmando que os trabalhadores foram admitidos sem critérios objetivos e que muitos não estavam na folha de pagamento.
Defesa e Consequências
Além de Cláudio Castro, também são réus no processo o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar (União Brasil). A denúncia indica que as contratações irregulares foram fundamentais para a reeleição de Castro, que venceu a disputa no primeiro turno com mais de 5 milhões de votos.
A defesa de Cláudio Castro emitiu uma nota afirmando ter “total respeito às instituições e ao processo legal”, reiterando que prestou todos os esclarecimentos necessários à Justiça Eleitoral e que confia na legalidade da conduta do governador.
Opinião
A situação de Cláudio Castro evidencia a tensão política no Rio de Janeiro, onde o desfecho do julgamento poderá ter repercussões significativas na administração pública e na confiança do eleitorado.
