As chuvas intensas dos últimos dias em Campo Grande resultaram em acumulados expressivos, com registros que se aproximaram dos 100 milímetros em algumas regiões. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que a estação pluviométrica do Córrego Anhanduizinho registrou 97,8 mm em 48 horas, enquanto na UPA Aparecida Gonçalves Saraiva foram 88,2 mm.
No último sábado (13), a cidade também enfrentou uma forte precipitação, com 85,4 mm de chuva na região do Shopping Norte Sul Plaza e 54,8 mm em Dourados. Em apenas duas horas e meia, Campo Grande foi atingida por 5.750 raios, o maior volume registrado em um único dia desde o início do ano, segundo a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).
O cenário de instabilidade é reforçado pelo fenômeno El Niño, que influencia o clima na região. Atualmente, 69 municípios de Mato Grosso do Sul estão em alerta para tempestades, com previsão de até 50 mm de chuva e rajadas de vento, o que aumenta o risco de alagamentos e quedas de galhos de árvores nas regiões leste, centro-norte, sudoeste e centro-sul do Estado.
Na manhã deste domingo, Campo Grande começou com névoa e tempo frio, com chuvas fortes na região central. A previsão para a segunda-feira (15) aponta a chegada de uma massa de ar frio, derrubando as temperaturas, com mínima prevista de 7°C. Apesar da diminuição das chuvas na maior parte do Estado, pancadas isoladas ainda podem ocorrer, especialmente nas regiões norte e nordeste.
O inverno no Hemisfério Sul terá início em 21 de junho de 2026, às 4h24, e a expectativa é de um padrão de temperaturas quentes e secas na região Centro-Oeste do Brasil durante o mês de junho, com tardes mais quentes e redução gradual de chuvas.
Opinião
A situação climática atual destaca a importância de monitoramento contínuo e ações preventivas para minimizar os impactos de eventos extremos em Mato Grosso do Sul.





