Futebol

CBF e WTA apoiam maternidade de atletas, mas Sarah Menezes enfrenta demissão

CBF e WTA apoiam maternidade de atletas, mas Sarah Menezes enfrenta demissão

Atletas de alto rendimento sendo mães era uma realidade impensável há alguns anos. A Isabel Salgado, por exemplo, jogou até os seis meses de gestação, mas esse tipo de decisão não era comum, pois as mulheres frequentemente precisavam escolher entre a carreira e a maternidade. Hoje, ligas e confederações estão mudando esse cenário e oferecendo apoio a atletas que desejam ser mães.

Custeio de viagens pela CBF

No final de 2025, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que começará a custear as viagens dos filhos de atletas em fase de amamentação a partir de 2026. A atacante Ketlen Wiggers, do Santos, que deu à luz a Lucca em novembro de 2025, é uma das beneficiadas. Mesmo durante a gestação, Ketlen continuou treinando e retornou aos treinos apenas quatro meses após o parto.

Maternidade no surfe

A medalhista olímpica Tati Weston-Weeb deu à luz a Bia Rose em fevereiro de 2025. Apesar de estar em um ano sabático, ela participou de uma competição em junho de 2025, quando já estava grávida de 17 semanas. A World Surf League (WSL) anunciou o “convite de maternidade”, permitindo que atletas não precisem refazer o caminho nas divisões de acesso. Entretanto, Tati não poderá usar esse benefício, que foi concedido a outra atleta.

Vôlei e a maternidade

No vôlei, Pri Heldes ganhou destaque ao jogar grávida de cinco meses na Superliga em 2025. Outras jogadoras, como Paula Pequeno e Tandara Caixeta, também atuaram durante a gestação. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) criou o ‘Fundo Especial de Apoio ao Atleta’ em 2023, que oferece suporte financeiro a atletas em casos de gravidez.

Licença-maternidade na WTA

Em março de 2025, a WTA introduziu um plano que oferece até 12 meses de licença-maternidade para jogadoras, além de apoio para tratamento de fertilidade. Apesar de mais de 320 jogadoras elegíveis, existem critérios a serem atendidos para acessar o benefício.

Demissão de Sarah Menezes

Um caso que chamou atenção foi o de Sarah Menezes, campeã olímpica e treinadora, que foi demitida da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) menos de um ano após o nascimento de sua segunda filha em maio de 2025. Sarah expressou sua reflexão sobre a situação nas redes sociais, questionando a necessidade de escolha entre ser atleta, campeã e mãe.

Opinião

As mudanças nas políticas de apoio à maternidade no esporte são um avanço significativo, mas o caso de Sarah Menezes evidencia que ainda há muito a ser feito para garantir igualdade e suporte às atletas mães.