Um homem de 41 anos, identificado como Carlos Carneiro Pinto, morreu por volta das 6h do dia 26 após avançar contra policiais militares armado com um facão de 60 cm, no bairro Jardim Noroeste.
Segundo o boletim de ocorrência da PM, Carlos havia passado a noite consumindo bebidas alcoólicas em uma conveniência da região. Por volta das 4h, ele se dirigiu à casa de um conhecido, acompanhado de uma mulher, onde o consumo de álcool continuou.
Após utilizar o banheiro, Carlos começou a apresentar comportamento alterado, com sinais de surto, agressividade e paranoia. Ele alegou estar sendo perseguido e ameaçou os presentes com uma faca de serra, antes de se armar com o facão e começar a golpear os móveis da residência.
Diante da situação, o dono da casa conseguiu sair para pedir ajuda, enquanto a mulher se trancou no banheiro e acionou a Polícia Militar. Ao chegarem, os policiais ordenaram que Carlos largasse a arma e se deitasse no chão. Ele inicialmente soltou a faca, mas não obedeceu às ordens e voltou a agir de forma agressiva.
Os policiais tentaram contê-lo utilizando uma arma de choque, mas sem sucesso. Carlos então avançou novamente contra os agentes, que, diante do risco, dispararam contra ele. Os tiros atingiram seu antebraço, bíceps, abdômen e clavícula.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte de Carlos Carneiro Pinto no local. A perícia recolheu o facão e a arma do policial para análise. O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades competentes. Este incidente marca a 29ª morte por intervenção de agente de estado em 2026, conforme informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Opinião
Casos como o de Carlos Carneiro Pinto levantam questões importantes sobre o uso da força por agentes de segurança e a necessidade de intervenções mais eficazes em situações de crise.





