A disputa pelo Senado no Nordeste em 2026 revela uma divisão clara entre os candidatos que priorizam as demandas regionais e aqueles que abordam a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a maioria dos candidatos evita conflitos com o STF, alguns, identificados com a direita, não hesitam em levantar a questão do impeachment de ministros.
Prioridades dos candidatos ao Senado em Alagoas
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), candidato ao Senado por Alagoas, declarou que suas prioridades estão focadas nos problemas do estado e que não pretende entrar em conflito com o STF. Segundo sua assessoria, Lira defende a independência e o equilíbrio entre os Poderes e busca soluções para melhorar a vida dos alagoanos.
Por outro lado, o candidato Davi Filho (Republicanos) criticou o ministro Alexandre de Moraes e chegou a cobrar o impeachment do mesmo, enfatizando a responsabilidade do Senado em pautar essa questão. Sua assessoria, no entanto, não se manifestou quando procurada.
Posturas dos candidatos na Bahia
Na Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) busca a reeleição e afirma que sua prioridade é a saúde financeira dos municípios, sem deixar de acompanhar a tensão entre os Poderes. Em contraste, Jaques Wagner (PT) se comprometeu a não colaborar com ataques ao STF para garantir sua reeleição, afirmando que não se deixará levar por interesses momentâneos.
Campanha no Ceará e Maranhão
No Ceará, Capitão Wagner (União) pretende abordar o equilíbrio entre os Poderes em sua campanha, enquanto Alcides Fernandes (PL) destaca a importância de discutir os limites de atuação do Judiciário. O candidato Guilherme Theóphilo (Novo) já declarou que, se eleito, votará pelo impeachment de ministros do STF, criticando decisões recentes do tribunal.
Opinião
A divisão entre os candidatos ao Senado no Nordeste reflete não apenas as demandas regionais, mas também a polarização em torno do STF, mostrando como as prioridades eleitorais podem influenciar o debate político.





