O Brasil enfrenta um cenário alarmante de desastres naturais, com 10,5 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas entre 1991 e 2024, conforme dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Para mitigar esses impactos, cidades como Campinas e Niterói estão investindo em soluções baseadas na natureza.
Investimentos em Campinas
Em Campinas, o município obteve um financiamento de R$ 503,7 milhões do BNDES para um plano de macrodrenagem que integra técnicas de engenharia tradicional com Soluções Baseadas na Natureza (SbN). A secretária-adjunta da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcela Pupin, destaca a necessidade de repaginar a infraestrutura para enfrentar as emergências climáticas.
O plano inclui a criação de 25 microflorestas e 49 trechos de parques lineares, com o objetivo de aumentar a permeabilidade do solo e proteger os ecossistemas locais. A bióloga Ângela Guirão ressalta que essa estratégia traz benefícios diretos para a população e a biodiversidade.
Iniciativas em Niterói
Niterói também está avançando em suas estratégias, com um projeto inovador de “cidade-esponja”, inspirado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu. O projeto, financiado pelo Fundo Clima com R$ 104,6 milhões, visa estruturar a drenagem urbana para absorver e armazenar água das chuvas.
A prefeitura de Niterói planeja replicar o sucesso da Lagoa de Piratininga na Lagoa de Itaipu, incorporando jardins filtrantes e áreas de convivência, além de ações de renaturalização de rios. Essas iniciativas são parte de um esforço maior alinhado à estratégia nacional sobre Soluções Baseadas na Natureza (ENSBN).
Opinião
Os investimentos em Campinas e Niterói são passos importantes para enfrentar as mudanças climáticas e proteger as comunidades vulneráveis, mas é essencial que outras cidades sigam esse exemplo.





