A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma denúncia à Justiça Eleitoral contra a prefeitura de São Paulo, alegando que a gestão de Ricardo Nunes (MDB) está descumprindo uma decisão judicial ao manter apenas 60% da frota de ônibus em circulação durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25 de outubro.
A representação, feita por Monica Cristina Bonfim (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Luana dos Santos Alves da Silva, destaca que a redução de 40% dos veículos prejudica o deslocamento dos eleitores, especialmente nas regiões mais carentes da capital, como o Itaim Paulista.
Decisão Judicial e Consequências
Um juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, havia determinado que a prefeitura disponibilizasse 100% da frota de ônibus no dia das eleições. Essa decisão foi fundamentada em uma resolução do TSE que exige a oferta de transporte coletivo nos dias de votação com a mesma frequência dos dias úteis. A denúncia afirma que a redução da frota resulta em aumento do tempo de espera, lotação dos veículos e custos de deslocamento, afetando principalmente os eleitores de menor renda.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, circularam 6,9 mil ônibus para atender a uma demanda de 3,4 milhões de passageiros. O mesmo esquema estava previsto para o segundo turno, mas a prefeitura alegou que o prazo para mobilização de trabalhadores era insuficiente, com menos de 12 horas para convocar mais de 10 mil funcionários.
Reação da Prefeitura
A prefeitura, em nota, criticou a decisão judicial, classificando-a como “desnecessária” e afirmando que foi comunicada a menos de 24 horas do pleito. A administração municipal também expressou preocupação com o direito dos funcionários à folga e ao voto, ressaltando que a mudança poderia prejudicar a organização das escalas de serviço.
Opinião
A situação expõe a fragilidade do transporte público em momentos críticos, como as eleições, e a necessidade de um planejamento mais eficaz para garantir o acesso dos eleitores às urnas.





