Os dados operacionais da Braskem referentes ao terceiro trimestre de 2023 mostram um cenário misto para a companhia. Apesar de um aumento nas vendas de resinas, os spreads, que representam as margens de lucro, caíram para níveis alarmantes, voltando a patamares pré-conflito no Irã.
Entre julho e setembro, a Braskem vendeu 854 mil toneladas de resinas, um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado e 12% superior ao segundo trimestre. No entanto, o spread médio em resinas caiu para US$ 372 por tonelada, uma queda significativa em comparação aos US$ 653 do segundo trimestre.
Desempenho das Centrais Petroquímicas
A taxa de utilização das centrais petroquímicas da Braskem no Brasil foi de 69%, uma leve alta de 4 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2022, mas uma queda de 1 ponto em relação ao trimestre anterior. As vendas de químicos totalizaram 574 mil toneladas, com quedas de 18% e 4% nas comparações anuais e trimestrais, respectivamente.
Exportações e Mercado Internacional
As exportações de resinas também tiveram um desempenho positivo, somando 240 mil toneladas, refletindo a estratégia da Braskem de ampliar sua presença no mercado brasileiro e na América Latina. No México, a taxa de utilização da Braskem Idesa subiu para 62%, um aumento de 19 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre, com vendas de polietileno alcançando 159 mil toneladas.
Desafios e Perspectivas
O presidente da Braskem, Hélcio Tokeshi, comentou sobre o cenário: “O terceiro trimestre confirma a volta à normalidade, com os números refletindo o custo do barril e preços médios mais próximos ao período anterior ao conflito”. No entanto, a queda nos spreads e a dificuldade de operação na Alemanha devido à seca histórica no rio Reno levantam preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento.
Opinião
A Braskem apresenta números positivos em vendas, mas a queda nos spreads pode sinalizar desafios futuros que exigem atenção redobrada do mercado.





