As bolsas europeias encerraram esta quarta-feira (11) predominantemente em queda, refletindo a reação dos investidores a uma nova rodada de balanços corporativos e à divulgação atrasada do relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll) referente a janeiro.
Desempenho das Bolsas
No fechamento, o FTSE 100 em Londres subiu 1,14%, alcançando 10.472,11 pontos, destacando-se entre as demais bolsas. Em contrapartida, o Ibex 35 em Madri caiu 0,43%, fechando a 18.044,50 pontos. O DAX em Frankfurt perdeu 0,53%, encerrando a 24.856,15 pontos, enquanto o CAC 40 em Paris recuou 0,18%, a 8.313,24 pontos. O FTSE MIB em Milão caiu 0,62%, a 46.510,83 pontos, e o PSI 20 em Lisboa teve alta de 1,31%, fechando a 9.070,52 pontos.
Impacto dos Dados de Emprego
As cotações são preliminares e o FTSE 100 teve um desempenho desalinhado das outras bolsas europeias, intensificando sua alta próximo ao encerramento do pregão, atingindo uma nova máxima histórica de 10.493,83 pontos. As ações da AstraZeneca (+4,6%), BP (+5,4%) e das mineradoras Fresnillo (+3,3%) e Antofagasta (+6%) guiaram o rumo da alta.
Reações ao Balanço Corporativo
O desempenho do FTSE 100 ocorre em meio a crescentes tensões políticas no Reino Unido. Na terça-feira (10), o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que não renunciaria, o que pode aumentar as preocupações sobre a possibilidade de um sucessor trabalhista menos centrista.
As demais bolsas europeias mudaram de direção após a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos, que mostraram a criação de 130 mil vagas, superando a previsão de 67 mil. Contudo, as perdas foram intensificadas ao longo da sessão. A gigante francesa de software Dassault Systèmes despencou 21% após decepcionar na receita do trimestre. Por outro lado, o banco alemão Commerzbank registrou um recorde de receita e lucro operacional, mas suas ações caíram 2,3% devido à percepção de um balanço “decepcionante”. A Heineken, no entanto, viu suas ações subirem mais de 4% após anunciar planos de cortar até 6 mil empregos nos próximos dois anos.
Opinião
O mercado europeu demonstra reações diversas diante dos balanços e da situação política, refletindo a incerteza que permeia a economia global.
