Num dia de cautela no mercado financeiro, a Bolsa brasileira interrompeu uma sequência de altas e teve leve queda. O Ibovespa caiu 0,46%, aos 197.738 pontos, após 11 pregões consecutivos de alta. Apesar da queda, o índice conseguiu se manter acima dos 197 mil pontos, encerrando uma sequência de recordes no ano.
O movimento foi influenciado pela realização de lucros, mas as perdas foram limitadas pelo desempenho de ações de grande peso. No mês, a bolsa acumula uma alta de 5,48% e 22,72% em 2026. Entretanto, dados de inflação mais fortes reforçaram a percepção de que os juros permanecerão elevados por mais tempo, o que reduz o interesse por ações.
Dólar e Petróleo
O dólar à vista fechou praticamente estável, com uma leve queda de 0,03%, cotado a R$ 4,992, permanecendo abaixo do patamar de R$ 5. A moeda chegou a superar essa marca no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. A postura cautelosa dos investidores se deve à ausência de avanços concretos no cenário geopolítico e econômico global.
No mês, o dólar acumula uma queda de 3,6%, refletindo um maior interesse por risco dos investidores globais. Em relação ao petróleo, os preços oscilaram ao longo do dia, com o barril do tipo WTI avançando 0,01%, a US$ 91,29, e o barril do tipo Brent subindo 0,15%, a US$ 94,93. O mercado continua atento às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e à queda nos estoques dos Estados Unidos.
Opinião
A interrupção da sequência de altas na bolsa reflete a cautela dos investidores diante de um cenário econômico incerto e dados de inflação preocupantes.





