Membros do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, no dia 24 de agosto, solicitando um compromisso da administração de Donald Trump para respeitar o processo eleitoral do Brasil nas eleições de 4 de outubro. A carta foi assinada por 30 deputados democratas, incluindo o senador Bernie Sanders, que se reuniu com Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita a Nova York.
Os parlamentares expressaram preocupação com um aparente esforço do governo americano para interferir nas eleições brasileiras, afirmando que as ações recentes da administração indicam uma tentativa de desestabilizar o processo eleitoral. Eles pedem uma resposta do departamento de Estado até 1º de outubro, poucos dias antes do primeiro turno.
Preocupações com a interferência dos EUA
A carta destaca um padrão de interferência da administração Trump em processos eleitorais na América Latina, citando exemplos de eleições na Argentina, Honduras e Colômbia. Os parlamentares afirmam que essa interferência pode corroer a confiança dos eleitores nas instituições democráticas e questionam se a administração se comprometerá a reconhecer o resultado das eleições brasileiras.
Lei Magnitsky e designação de organizações terroristas
Os congressistas também pedem esclarecimentos sobre a inclusão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, na Lei Magnitsky, e a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Eles mencionam uma reunião entre Flávio Bolsonaro e Trump em maio de 2023, onde Flávio teria solicitado essa designação.
Tarifas e relações bilaterais
A carta também menciona a investigação da Seção 301, que impôs tarifas ao Brasil, sugerindo que essa ação foi politicamente motivada. Os parlamentares expressam preocupações sobre como essas designações podem ser usadas para justificar ações contra instituições brasileiras.
Opinião
A pressão de parlamentares dos EUA sobre a administração Trump evidencia a fragilidade das relações bilaterais e a necessidade de um compromisso claro em relação às eleições no Brasil.





