O Ibovespa passa por um dia de correção nesta quarta-feira, após atingir uma nova máxima histórica de fechamento, tocando os 187 mil pontos na sessão anterior. O índice cedeu 1,99%, estabelecendo-se em 181.987 pontos, pressionado pelo recuo das blue chips de bancos e pelas quedas de Petrobras e Vale.
Desempenho do Mercado
O movimento negativo no Ibovespa é intensificado pelo mau humor nos mercados dos Estados Unidos e pela alta dos juros futuros mais longos. A Reuters noticiou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve confirmar a nomeação de Guilherme Mello para a diretoria de Política Econômica do Banco Central.
Por volta das 13h20, o índice estava próximo à mínima intradiária de 181.965 pontos. Na máxima, o índice alcançou 185.671 pontos, com um volume financeiro de R$ 17,2 bilhões.
Queda das Blue Chips
Entre as blue chips, os bancos lideraram as perdas: BTG Pactual Units caiu 3,46%; Itaú Unibanco PN teve queda de 2,75%; e Bradesco PN recuou 2,86%. O Banco do Brasil também registrou uma queda de 1,99%, enquanto o Santander Units caiu 2,62%. O lucro líquido do Santander Brasil foi de R$ 4,086 bilhões, alinhado com as expectativas do mercado.
As ações da Petrobras ON cederam 1,07%, e as da Vale tiveram uma baixa de 1,43%. O cenário de aversão a risco também afetou ações cíclicas, com quedas expressivas em empresas como Totvs (-9,29%) e Hypera (-7,01%).
Perspectivas Futuras
Ainda que o dia seja negativo, especialistas acreditam que o Ibovespa tem espaço para valorização. Segundo o estrategista gráfico do Itaú BBA, Fábio Perina, as correções podem criar oportunidades de compra em ativos que atingiram novas máximas.
Opinião
O cenário atual, apesar das correções, pode ser uma oportunidade para investidores que buscam maximizar seus ganhos em um mercado que ainda apresenta potencial de valorização.
