Economia

Banco Central revela que inadimplência atinge 4,7% e endividamento persiste

Banco Central revela que inadimplência atinge 4,7% e endividamento persiste

Em maio de 2026, a inadimplência bancária no Brasil alcançou seu maior nível desde que o Banco Central começou a divulgar o indicador, em 2011. O relatório revela que 4,7% de todo o crédito oferecido pelo Sistema Financeiro Nacional está com atraso de pelo menos 90 dias em seus pagamentos, representando um aumento de 1 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2025.

O cenário de endividamento das famílias permanece alarmante, fixando-se em 49,8%. Além disso, o comprometimento da renda das famílias é de 28,2%, o que indica que uma parte significativa da renda está sendo direcionada ao pagamento de dívidas.

Taxas de Juros e Carteira de Crédito

Mesmo diante desse cenário desafiador, o setor bancário continua a aumentar sua oferta de crédito. A taxa média de juros, por exemplo, já chega a 33,4% ao ano. Para o crédito livre, a taxa média é ainda mais alta, atingindo 49,5%, um aumento de 3,7 pontos percentuais nos últimos 12 meses. A carteira de crédito das famílias já soma R$ 4,6 trilhões, refletindo a crescente dependência das famílias em relação ao crédito.

Dívida Pública e Déficit Primário

O governo também enfrenta dificuldades financeiras, com a dívida pública atingindo 81,1% do PIB, equivalente a R$ 10,6 trilhões. O débito primário já chega a R$ 53,3 bilhões, evidenciando que o gasto do governo supera a arrecadação, sem considerar os juros da dívida.

Opinião

A situação econômica exige atenção imediata, tanto do governo quanto das famílias, para evitar um agravamento da crise de inadimplência e endividamento.