O Banco Central (BC) negou oficialmente que o diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, tenha recomendado a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), que teria custado R$ 12 bilhões à instituição estatal do Distrito Federal.
A aquisição do Banco Master pelo BRB foi barrada após a identificação de irregularidades graves nos ativos analisados. Ailton de Aquino afirmou que “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas” e, para colaborar com as investigações, decidiu abrir voluntariamente seus sigilos bancário e fiscal, além de registros de conversas com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Comunicação de Ilícitos
O Banco Central destacou que a iniciativa de comunicar os ilícitos ao Ministério Público Federal (MPF) partiu da área chefiada por Ailton de Aquino, que também apresentou documentação comprobatória e análises técnicas. Para prevenir novas operações que pudessem impactar a liquidez do BRB, a Supervisão do BC, sob orientação de Aquino, aplicou uma medida prudencial preventiva ao BRB.
Liquidação Extrajudicial
Além disso, Ailton de Aquino submeteu à Diretoria Colegiada do Banco Central uma proposta de liquidação extrajudicial do Conglomerado Master, em razão dos ilícitos identificados nas instituições envolvidas.
Responsabilidades das Instituições Financeiras
O Banco Central enfatizou que a responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos adquiridos é exclusiva de cada instituição financeira. Os bancos devem manter procedimentos e controles internos adequados para o gerenciamento dos riscos em seus negócios.
Opinião
A situação envolvendo o Banco Master e o BRB levanta questões sobre a responsabilidade e a transparência nas operações financeiras, ressaltando a importância de um sistema de supervisão eficaz.





