Eleições

Augusto Cury (Avante) conquista 10% e provoca reações de Caiado e Santos

Augusto Cury (Avante) conquista 10% e provoca reações de Caiado e Santos

A ascensão de Augusto Cury (Avante) ao terceiro lugar na corrida presidencial, alcançando 10% em pesquisa Quaest na semana passada, fez o escritor entrar na mira de seus adversários. As reações de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) mostram um recalibrar de estratégias diante do avanço de Cury.

Até então, esses candidatos disputavam espaço no chamado “segundo pelotão” das pesquisas, longe dos líderes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com a nova posição, Cury passou a ser visto com outros olhos, ofuscando presidenciáveis que já estavam com suas campanhas nas ruas há meses.

As reações, no entanto, seguem caminhos diferentes. Caiado, que vinha alcançando a terceira posição em diversas pesquisas, direcionou críticas a Cury, questionando sua experiência na área pública. Apesar disso, a estratégia do PSD é evitar ataques diretos ao candidato do Avante, mantendo o foco no enfrentamento a Lula e Flávio.

No último fim de semana, Caiado utilizou o horário eleitoral na TV para vincular os líderes da corrida a escândalos, como os casos do Banco Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). A leitura entre aliados de Caiado é que é possível recuperar parte dos eleitores que migraram para Cury, propondo comparações entre os currículos dos dois candidatos.

Augusto Cury, estreante na política, declarou que, se eleito, formará um governo com especialistas, priorizando aspectos técnicos em vez de partidários. Por outro lado, Renan Santos criticou a candidatura de Cury, apontando a ausência de uma “base militante” e associando seu crescimento a “eleitores despolitizados”. Santos ironizou o avanço de Cury, chamando-o de “pastel de vento”, e argumentou que o oponente cresceu sem assumir posições contundentes, o que explicaria seus níveis inferiores de rejeição.

A pesquisa também apontou que Cury tem uma penetração significativa entre eleitores de 16 a 24 anos, um público que Santos vinha pontuando bem. Cury, por sua vez, evitou reagir às provocações, reiterando seu desejo de manter o respeito aos concorrentes e tratá-los como adversários.

Romeu Zema decidiu evitar um embate direto com Cury, optando por parabenizá-lo pelo salto nas pesquisas. Zema voltou a focar na bandeira dos abusos de ministros do STF, uma pauta que ganhou relevância diante de novas revelações. A expectativa é que Zema consiga se contrapor a Cury no debate sobre o Judiciário, já que o entorno do escritor definiu que, por ora, ele não deve usar a questão do STF como mote central.

Opinião

A movimentação no cenário eleitoral é intensa, e as reações dos adversários de Cury demonstram a preocupação com seu crescimento, especialmente entre os jovens eleitores.