A campanha do candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, anunciou que irá retificar a declaração de bens feita à Justiça Eleitoral para corrigir “inconsistências pontuais”. A decisão foi divulgada após a Folha de S.Paulo noticiar que Cury não informou ao menos três empresas nos Estados Unidos e duas no Brasil.
Com bens superiores a R$ 242 milhões, Cury é o presidenciável com o maior patrimônio declarado nesta eleição. A campanha alegou que a correção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será feita, enfatizando que as participações omitidas são inexpressivas em relação ao total do patrimônio do candidato e correspondem a empresas inativas ou sem rendimentos.
Omissões e justificativas
Entre as empresas que não constam na declaração estão a Contemplare, que lida com locação de imóveis, e a Academia de Pensar e Brincar, da qual Cury é sócio-administrador. A campanha minimizou a ausência dos bens, atribuindo a situação a uma falha de comunicação entre contadores.
Retificação e próximos passos
A retificação deve ocorrer até o início da próxima semana, com o envio de documentos e comprovantes necessários. Cury, que atualmente ocupa o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, não demonstra preocupação com o caso e se comprometeu a prestar os esclarecimentos necessários.
Campanha e arrecadação
A campanha do Avante arrecadou até o momento pouco mais de R$ 317 mil, sendo a maior parte proveniente de doações do próprio Cury, que repassou R$ 250 mil à sua candidatura. O TSE ainda não julgou o registro da candidatura de Cury e tem até o dia 14 de setembro para homologar ou indeferir o pedido.
Opinião
A situação de Augusto Cury levanta questões sobre a transparência nas candidaturas e a importância da correta declaração de bens por candidatos.





