Economia

Atlas Critical Minerals de Marc Fogassa abre sessão na Nasdaq após IPO e gera expectativa

Atlas Critical Minerals de Marc Fogassa abre sessão na Nasdaq após IPO e gera expectativa

A Atlas Critical Minerals, mineradora de terras raras presidida pelo brasileiro Marc Fogassa, abriu nesta segunda-feira (26) a sessão de negócios da Nasdaq, em Nova York. O evento marca um momento significativo para a empresa, que está em fase pré-operacional e começou a negociar suas ações no dia 9 de setembro, ao preço de US$ 8 por ação.

Com uma avaliação de US$ 60 milhões, a mineradora viu suas ações serem negociadas a US$ 12,3 na última sexta-feira (23). A Atlas Critical Minerals possui mais de 218 mil hectares em direitos minerais, abrangendo projetos de terras raras, titânio, grafite de grau nuclear e minério de ferro, além de outros minerais críticos para as cadeias globais de tecnologia e transição energética.

Operação em Goiás e captação de recursos

A maior parte dos ativos da empresa está concentrada nos Estados de Minas Gerais e Goiás. Em Goiás, a Atlas planeja iniciar sua operação de minério de ferro em 2025, especificamente no Quadrilátero Ferrífero, o que deverá gerar receita rapidamente e auxiliar no financiamento de outras iniciativas relacionadas a terras raras e minerais estratégicos.

Desde sua listagem, a mineradora captou cerca de US$ 4 milhões por dia, e a expectativa é que a abertura simbólica da sessão de negócios atraia ainda mais investidores. O evento deve reunir investidores, autoridades americanas e secretários de governo do Estado de Minas Gerais.

Contexto do setor de minerais críticos

O movimento da Atlas Critical Minerals reflete uma tendência entre mineradoras que buscam recursos de investidores internacionais para desenvolver projetos de minerais críticos no Brasil. Atualmente, o país possui apenas uma mina de terras raras em operação comercial, a da Mineração Serra Verde, em Goiás, apesar de deter a maior reserva do mundo, atrás apenas da China.

Entre as mineradoras em fase pré-operacional, destacam-se as australianas Meteoric Resources e Viridis Mining, ambas focadas em terras raras, além da St. George Mining, que atua em terras raras e nióbio. Outras empresas, como a Brazilian Rare Earths e a Aclara Resources, também estão buscando oportunidades no setor.

Opinião

A abertura na Nasdaq representa uma nova era para a Atlas Critical Minerals e pode ser um divisor de águas para o setor de mineração de terras raras no Brasil, que ainda busca se firmar no mercado global.