A Articulação de Esquerda (AE), uma das correntes mais influentes do PT, fez duras críticas à direção do partido e à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o petista terminar o primeiro turno da eleição atrás do senador Flávio Bolsonaro por mais de dois milhões de votos.
Em um documento divulgado, a corrente acusa o partido e os responsáveis pela campanha de cometerem “erros gravíssimos”. Apesar disso, a AE acredita que ainda é possível a vitória de Lula no segundo turno. O documento destaca que “o fato de termos previsto – em linhas gerais – o resultado, não significa que ele era inevitável”.
Críticas à Estratégia de Campanha
A Articulação de Esquerda afirma que parte do PT subestimou a força dos adversários e trabalhou com a expectativa de que a eleição presidencial seria decidida já no primeiro turno. A corrente considera equivocada a estratégia de focar na comparação de legados em vez de apresentar propostas futuras.
Segundo a AE, a “ênfase em ‘comparar legados e entregas’” impediu que o partido disputasse de forma mais clara as perspectivas para o país. O grupo também critica a falta de candidaturas petistas ao governo do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além da demora na definição do nome ao governo de Minas Gerais.
Erros que Precisam ser Corrigidos
O documento da Articulação de Esquerda menciona que alguns erros não podem mais ser corrigidos, mas outros precisam ser ajustados imediatamente para garantir uma vitória no segundo turno. A corrente critica a direção nacional do PT, sem citar o presidente da sigla, Edinho Silva, nominalmente, mas apontando “incompetência, inapetência e falta de tesão” na coordenação da campanha.
Disputa Decisiva para o Futuro
A Articulação de Esquerda vê a eleição como decisiva não apenas para o Brasil, mas para toda a América Latina. O grupo menciona a importância de impedir que “Trump, a extrema direita e o imperialismo controlem toda a região”, ressaltando que a eleição é uma luta pela liberdade e pelo desenvolvimento do país.
Opinião
A crítica interna do PT demonstra a necessidade urgente de reavaliar estratégias e propostas, especialmente em um momento tão crucial para o futuro político do Brasil e da região.





