Economia

Apple lucra R$ 34 bilhões ao cortar carregador do iPhone 12 e gera polêmica

Apple lucra R$ 34 bilhões ao cortar carregador do iPhone 12 e gera polêmica

Desde que a Apple deixou de incluir o carregador na caixa do iPhone 12, em 2020, a decisão gerou polêmica entre os consumidores. A medida, que é apresentada como uma ação voltada para a sustentabilidade, também trouxe um impacto financeiro significativo para a empresa, aumentando seus lucros por aparelho vendido.

Um levantamento do Daily Mail de 2022 estima que a Apple lucrou cerca de £ 5 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões) ao deixar de fornecer carregadores e fones de ouvido com novos iPhones. Além disso, a empresa economizou cerca de £ 27 (cerca de R$ 185) em cada celular vendido, que custava £ 1.549 (cerca de R$ 10.633) na época.

Custos de Produção e Lucros

Os adaptadores e fones de ouvido da Apple são vendidos por US$ 19, embora o custo de produção de cada carregador seja estimado entre US$ 5 e 15 (aproximadamente R$ 25 a R$ 76). Essa economia em custos de produção resulta em centenas de milhões para a empresa, que vende milhões de unidades anualmente.

Logística e Sustentabilidade

A decisão da Apple também trouxe melhorias na logística, permitindo que 70% mais celulares fossem acomodados em cada palete de transporte. Isso resultou na redução de 50% nos materiais de embalagem e nas emissões de transporte nas cadeias de suprimentos. A Apple afirma que sua decisão eliminaria anualmente mais de 2 milhões de toneladas métricas de emissões de carbono, o que equivale a remover 500 mil carros das estradas.

No entanto, uma estimativa da ONU aponta que 5,3 bilhões de telefones celulares se tornaram resíduos em 2022. Especialistas alertam que a prática de forçar a compra separada de carregadores pode gerar mais resíduos de embalagens e emissões adicionais de frete.

Opinião

A decisão da Apple de retirar o carregador da caixa do iPhone 12 levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre sustentabilidade e lucro, exigindo uma reflexão mais profunda sobre práticas de consumo e descarte no setor tecnológico.