Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de Mato Grosso do Sul (CVPAF-MS) e do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MS) resultou na apreensão de mais de R$ 1 milhão em medicamentos emagrecedores ilícitos. A operação, chamada Via Protege, ocorreu entre os dias 2 e 4 de fevereiro no Centro de Triagem e Distribuição dos Correios, localizado no bairro Amambaí, em Campo Grande.
Durante a operação, foram apreendidos 800 remédios ilegais voltados para emagrecimento, totalizando 2.071 unidades de produtos irregulares. Entre os itens estavam canetas emagrecedoras, esteróides anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos, incluindo a substância lisdexanfetamina, conhecida como Venvanse, que eram provenientes do Paraguai.
Os medicamentos apreendidos não possuíam registro na Anvisa e estavam sendo comercializados sem a devida documentação fiscal. A fiscalização encontrou canetas e ampolas das marcas TG e Lipoless, que não são reconhecidas pela Anvisa nem por agências internacionais. Além disso, os produtos estavam armazenados de forma inadequada, uma vez que muitos precisam ser mantidos em temperaturas entre 2°C e 8°C.
A Anvisa proíbe a fabricação e comercialização de canetas emagrecedoras, e a falta de controle sanitário pode expor os consumidores a riscos graves à saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) destacou que a ausência de garantia de procedência e armazenamento adequado pode resultar em composição desconhecida dos medicamentos, comprometendo sua eficácia e segurança.
Essa operação se soma a outras ações já realizadas, como a apreensão de 3.168 ampolas de tirzepatida em janeiro, e diversos casos de apreensões de canetas emagrecedoras ao longo de 2025. Em novembro do ano passado, por exemplo, foram apreendidos 44 quilos de cocaína e 95 canetas emagrecedoras contrabandeadas em uma carreta dos Correios.
A Anvisa também reafirmou que a fabricação, distribuição e comercialização de alguns medicamentos agonistas de GLP-1, como as canetas emagrecedoras, são proibidas no Brasil. Medicamentos sem registro podem ser importados apenas em casos excepcionais e com prescrição médica.
Opinião
A apreensão de medicamentos ilegais reforça a importância da fiscalização rigorosa para proteger a saúde da população e combater práticas irregulares no mercado.





