Eleições

André Mendonça vota em Brasília e provoca tensão ao levantar sigilo sobre Moraes

André Mendonça vota em Brasília e provoca tensão ao levantar sigilo sobre Moraes

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, votou na manhã do dia 04 de outubro de 2026 em um colégio de Brasília. Ao chegar à seção eleitoral, Mendonça foi recebido com aplausos, destacando a importância do protagonismo popular durante a votação.

Mendonça, vestido com uma camiseta das eleições, enfatizou à imprensa que “hoje é um dia importante para o país, um dia onde o povo é o protagonista”. Ele expressou a expectativa de que a população, com responsabilidade, escolha seus representantes de acordo com suas perspectivas e realidades.

Votação e Críticas

O presidente do TSE, Nunes Marques, também votou em Brasília, logo na abertura dos trabalhos. Marques, que possui domicílio eleitoral em Teresina (PI), ressaltou que quem vota em trânsito em outro estado só pode escolher o candidato à Presidência.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o primeiro presidenciável a votar e aproveitou a oportunidade para criticar o presidente Lula (PT), alertando sobre os riscos de uma possível “perseguição política” com a próxima indicação de quatro nomes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Crise na Corte

Em meio à votação, Mendonça levantou o sigilo de um relatório que investiga as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que gerou uma crise interna na Corte. Moraes havia utilizado o inquérito das fake news para expor relatórios de inteligência da Polícia Federal que sugeriam que Mendonça tomava decisões com base em interesses político-eleitorais.

Após esses eventos, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou de Moraes um instrumento controverso, apontado como uma fonte de perseguição a políticos de direita e de violação de garantias constitucionais. Mendonça continua a relatar o caso Master e os sigilos de procedimentos relacionados foram levantados.

Opinião

A votação de Mendonça e suas ações em relação a Moraes refletem um momento tenso na política brasileira, onde o protagonismo popular e as disputas internas no STF se entrelaçam.