O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça solicitou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fundamentando sua decisão em um pedido do partido Novo. O partido chegou a defender a prisão preventiva de Rodrigues, alegando que essa medida era necessária para preservar as investigações relacionadas ao Banco Master.
O afastamento de Andrei Rodrigues ocorreu no dia 8 de outubro de 2023, e Mendonça também afastou o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça, porém o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo.
Contexto das Acusações
O pedido de prisão preventiva de Andrei Rodrigues foi embasado em mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, a um interlocutor que os responsáveis pela investigação acreditam ser o ministro Alexandre de Moraes, também do STF. Na petição protocolada pelo partido Novo, afirmaram que “mais elementos têm convergido com a ideia de que Daniel Vorcaro possuía uma proximidade não apenas com autoridades da Suprema Corte, mas também com o ocupante do mais alto cargo de direção da Polícia Federal”.
Além disso, o partido alegou que Andrei Rodrigues estaria agindo para obstruir um possível acordo de delação premiada de Vorcaro. Essa acusação foi apresentada pelo ex-banqueiro em audiência com Mendonça, que ocorreu a pedido da defesa e contou com a presença de um representante do Ministério Público.
Opinião
A decisão de André Mendonça reflete a gravidade das acusações e a necessidade de transparência nas investigações, especialmente em casos que envolvem instituições tão relevantes.





