O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, participou das Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, onde aprofundou o debate sobre o Mapa do Caminho rumo a US$ 1,3 trilhão e intensificou as discussões sobre financiamento climático.
Durante o encontro, Corrêa do Lago enfatizou a importância de tratar a ação climática como um processo contínuo e interdependente, que liga a luta contra a mudança do clima à economia. Ele destacou que o Mapa do Caminho, apresentado em Belém, pode abrir novas oportunidades para o financiamento climático.
Financiamento Climático e Metas
O presidente da COP30 participou da primeira reunião conjunta entre bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos climáticos para discutir como essas instituições podem colaborar para a meta de triplicar o financiamento para adaptação até 2035. Essa meta foi acordada em Belém e é parte da Decisão Mutirão da COP30, que visa ampliar o financiamento climático para países em desenvolvimento.
O Mapa do Caminho traz recomendações para alcançar essa meta, estruturando o trabalho em 2026 em quatro pilares: (i) avançar na ação e monitoramento do progresso; (ii) fortalecer as bases analíticas das fontes de financiamento; (iii) articular o financiamento climático às prioridades nacionais; e (iv) engajar amplamente para mobilizar ações.
Iniciativas e Colaborações
Outro destaque da reunião foi a iniciativa Fundo Florestas Tropicais para Sempre, liderada pelo Brasil, que busca compensar países tropicais pela conservação de suas florestas. Corrêa do Lago também se reuniu com especialistas e representantes do setor privado para discutir os próximos passos do Mapa do Caminho.
Opinião
A participação de André Corrêa do Lago nas reuniões em Washington reflete a crescente urgência em abordar o financiamento climático, essencial para o futuro sustentável do planeta.





