O Kindle ficou mais caro no Brasil. O modelo básico de 16 GB, da 11ª geração, passou de R$ 599 para R$ 899, uma alta de 50,08%. Diante dos novos preços, adaptar um tablet que já está em casa pode ser uma alternativa para quem não quer investir em um e-reader dedicado.
Aplicativos como Kindle, Google Play Livros e Apple Books resolvem parte do problema, mas alguns ajustes fazem diferença no conforto: reduzir o brilho, deixar a tela mais quente, bloquear notificações e configurar a fonte ajudam principalmente em leituras mais longas.
Aumento nos preços do Kindle
A Amazon informou que o reajuste está relacionado ao aumento dos custos de componentes de memória e armazenamento. A empresa afirmou que absorveu essa alta enquanto foi possível antes de repassá-la aos preços de seus produtos. O movimento ocorre em um momento de maior pressão sobre o mercado de memórias, componentes usados não apenas em e-readers, mas também em celulares, computadores, servidores e na infraestrutura de data centers voltados à inteligência artificial.
No Brasil, o impacto foi diferente de acordo com o modelo. O Kindle Paperwhite de 16 GB subiu de R$ 849 para R$ 1.149, um aumento de 35,34%. Já o Paperwhite Signature Edition de 32 GB foi de R$ 999 para R$ 1.349, aumento de 35,04%. O Kindle Colorsoft Signature Edition teve uma variação menor: passou de R$ 1.649 para R$ 1.749, cerca de 6,06%.
Teste do TechTudo com tablets
Em uma experiência realizada pelo TechTudo, um Galaxy Tab S9 FE+ foi usado durante cinco dias no lugar de um Kindle. A tela maior e a velocidade do tablet agradaram, enquanto peso, distrações e desconforto visual em sessões mais longas mostraram por que um e-reader ainda tem vantagens.
A troca funciona, mas exige alguns cuidados. Para transformar um tablet em um leitor digital mais confortável, o TechTudo recomenda algumas dicas:
Dicas para usar tablets como e-readers
1. Remova distrações e crie um modo de leitura: O principal obstáculo para ler em um tablet não é a falta de recursos, mas o excesso deles. Desativar notificações e criar um modo de leitura ajuda a reduzir distrações.
2. Instale aplicativos próprios para livros: O aplicativo Kindle é a escolha mais simples para quem já compra e-books na Amazon. O Google Play Livros é uma alternativa interessante para quem possui arquivos próprios.
3. Ative a proteção ocular e ajuste as cores: O brilho da tela deve ser ajustado para que não incomode a visão durante longas leituras. O uso de filtros de luz azul e modos noturnos pode ajudar.
Opinião
O aumento dos preços do Kindle pode fazer com que muitos usuários considerem alternativas mais acessíveis, como o uso de tablets, mas a experiência de leitura pode variar bastante entre os dispositivos.





