O governo brasileiro deve descartar a possibilidade de retaliar os Estados Unidos após o anúncio do tarifaço em 15 de julho de 2026, que impõe tarifas de 25% sobre produtos importados, impactando as exportações brasileiras em US$ 11 bilhões, conforme estimativas da Amcham Brasil. O professor Alexandre Chaia, do Insper, avalia que essa retaliação poderia encarecer produtos e prejudicar os consumidores brasileiros.
Impactos do Tarifaço
As exportações para os EUA representam cerca de 1,6% do PIB brasileiro, e os setores mais afetados incluem máquinas, calçados e móveis. Chaia enfatiza que o Brasil possui alternativas para mitigar os efeitos do tarifaço, já que a maior parte das exportações está protegida e o impacto será marginal.
Medidas do Governo
O governo brasileiro está focado em ampliar seus mercados, especialmente com a União Europeia e o Japão, para compensar as perdas. O Plano Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito via BNDES, é considerado suficiente para apoiar as empresas afetadas, mesmo em um cenário de restrição fiscal.
Expectativas Futuras
Chaia acredita que, embora o tarifaço tenha um viés político, a necessidade dos EUA de importar produtos brasileiros pode atenuar as perdas. O especialista descarta a possibilidade de repasse de custos para os consumidores brasileiros, sugerindo que o impacto será mais significativo para o consumidor americano.
Opinião
A análise de Alexandre Chaia traz uma perspectiva otimista sobre a capacidade do Brasil de se adaptar a mudanças no comércio internacional, mas ressalta a importância de estratégias eficazes para minimizar os danos às exportações.





