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Agostina Paez tem prisão revogada após ofensas racistas em Ipanema

Agostina Paez tem prisão revogada após ofensas racistas em Ipanema

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva da advogada e influencer argentina, Agostina Paez, no dia 6 de outubro. A decisão ocorre após ela ser acusada de ofensas racistas, que aconteceram em um bar em Ipanema no dia 14 de janeiro.

A prisão de Agostina Paez foi decretada pela 37ª Vara Criminal da capital e ocorreu quando a turista foi localizada em um apartamento alugado na Vargem Pequena. O crime, que envolveu injúria racial, está previsto na Lei nº 7.716/89 e pode resultar em pena de prisão de dois a cinco anos.

As ofensas ocorreram durante uma discussão sobre o pagamento da conta, quando uma das vítimas relatou ter sido alvo de xingamentos. A palavra ‘mono’, que significa macaco em espanhol, foi utilizada por Agostina Paez enquanto imitava gestos e sons do animal. O incidente foi registrado em vídeo pela própria vítima e confirmado por imagens de câmeras de segurança.

Antes da revogação da prisão, a Justiça já havia determinado que a denunciada não deixasse o país, retendo seu passaporte e impondo o uso de tornozeleira eletrônica. Em uma publicação no Instagram, Agostina expressou seu desespero e medo sobre a situação, afirmando que estava à disposição da polícia.

O processo segue em segredo de Justiça, e a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que a ordem de prisão preventiva foi revogada pelo juízo de primeira instância.

Opinião

A revogação da prisão preventiva de Agostina Paez levanta questões sobre a responsabilidade social e as consequências de atos de discriminação.