Os advogados das vítimas do financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein conseguiram um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA para proteger a identidade de quase 100 mulheres, cujas vidas foram prejudicadas desde que o governo começou a divulgar documentos sobre o caso.
As informações foram divulgadas pela agência de notícias Associated Press. Detalhes sobre como a identidade das vítimas será preservada no futuro não foram revelados, assim como os termos do acordo. O Departamento de Justiça foi contatado, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.
Erros na divulgação de documentos
Na segunda-feira, o procurador federal Jay Clayton, de Manhattan, protocolou uma carta no tribunal federal informando que erros atribuídos a “falhas técnicas ou humanas” ocorreram nas partes redigidas durante a divulgação do documento. Ele afirmou que o Departamento de Justiça aprimorou seus protocolos para proteger as vítimas e removeu quase todo o material identificado pelas vítimas ou seus advogados.
Além disso, muitos outros dados foram excluídos pelo governo, após revisão. Os erros na maior divulgação de documentos de Epstein até o momento incluíram fotos de nudez mostrando os rostos de potenciais vítimas, além de nomes, endereços de e-mail e outras informações de identificação que não foram editadas ou não foram totalmente ocultadas.
Contexto do caso
A maior parte do material divulgado teve origem em investigações sobre tráfico sexual envolvendo Epstein e sua ex-namorada, a socialite britânica Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos após ter sido condenada em dezembro de 2021 em um julgamento em Nova York.
Opinião
A preservação das identidades das vítimas é um passo importante para garantir a segurança e a dignidade das mulheres afetadas por esse caso trágico.





