O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu um novo recorde em março de 2026, chegando a 80,4%, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O economista Adriano Paranaiba, professor do Instituto Federal de Goiás, aponta a incompetência do governo Lula como um fator central para esse aumento preocupante.
Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, Adriano destacou que o endividamento não é resultado de juros baixos que estimulam o consumo, mas sim do aumento da pobreza que afeta as famílias brasileiras. “As pessoas estão parcelando despesas básicas do dia a dia”, afirmou, ressaltando que essa situação é alarmante.
Recessão e consumo em queda
O economista também mencionou a recessão econômica enfrentada durante o governo de Dilma Rousseff, que foi impulsionada pelo forte endividamento. Ele explicou que o aumento da dívida familiar provoca a queda do consumo, reduzindo a renda e levando o país a uma nova recessão.
Críticas à gestão de combustíveis
Em relação aos combustíveis, Adriano Paranaiba criticou a gestão da Petrobras, afirmando que a empresa é a verdadeira responsável pela alta nos preços. Ele argumentou que, durante a gestão de Jair Bolsonaro, o preço da gasolina era inferior, mesmo com o petróleo em níveis mais altos. Para ele, a guerra no Oriente Médio é apenas uma desculpa para a incompetência do governo atual.
Impacto do fim da escala 6×1
O fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, também foi alvo de críticas de Adriano. Ele considera que essa mudança terá um impacto “terrível” na economia e defende uma revisão da legislação trabalhista, que, segundo ele, está ultrapassada.
Opinião
A análise de Adriano Paranaiba traz à tona questões cruciais sobre a situação econômica do Brasil e a necessidade de uma gestão mais eficaz para evitar que o endividamento das famílias continue a crescer.





