A prefeita Adriane Lopes (PP), de Campo Grande, está no centro da Operação Suffragium, que investiga um esquema de compra de votos nas eleições de 2024. Lopes afirmou que as diligências não envolvem a Administração Municipal nem estão relacionadas a atos da atual gestão.
Na manhã desta sexta-feira (19), foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) em endereços ligados à prefeita, tanto em Campo Grande quanto em Taquarussu.
A Polícia Federal identificou movimentações financeiras atípicas, como saques em espécie e transferências via Pix, que podem estar ligadas à compra de votos. As condutas configuram os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecidos como “caixa dois”.
A ação já foi analisada pelo Poder Judiciário, e decisões favoráveis foram obtidas nas duas primeiras instâncias. O Procurador-Geral em Brasília também emitiu parecer favorável à defesa de Lopes. A prefeita expressou surpresa e tranquilidade diante da operação, reafirmando seu respeito às instituições e seu compromisso com a verdade.
A vice-prefeita Camilla Nascimento (Avante) também está sob investigação. Em maio de 2025, o TRE-MS decidiu pela manutenção dos mandatos de Lopes e Nascimento, considerando as provas apresentadas como “frágeis”.
A Polícia Federal não fornecerá detalhes adicionais nesta fase da operação, prometendo um pronunciamento apenas após a conclusão das investigações.
Opinião
A situação de Adriane Lopes levanta questões sobre a transparência nas eleições e a integridade das instituições públicas, temas que merecem atenção constante da sociedade.





