Política

ABIN e OIM revelam: migrantes não são criminosos, mas vítimas de redes clandestinas

ABIN e OIM revelam: migrantes não são criminosos, mas vítimas de redes clandestinas

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), lançou um relatório crucial intitulado “Contrabando de Migrantes no Brasil: uma análise de inteligência“, durante um evento no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 28 de abril de 2026. Este estudo inédito aborda o aumento do contrabando de migrantes no Brasil e a necessidade de uma abordagem humanitária.

O panorama do contrabando de migrantes

O relatório revela que o Brasil possui mais de 16 mil quilômetros de fronteira, o que o torna um ponto estratégico para rotas de migração. A análise aponta um aumento significativo na entrada de migrantes cubanos, que estão sendo apoiados por redes clandestinas. Além disso, observa-se o retorno de brasileiros dos Estados Unidos que também recorreram a serviços de contrabando.

Defesa dos direitos dos migrantes

Michelle Barron, chefe de Programas da OIM Brasil, enfatizou a importância de não criminalizar os migrantes, afirmando que eles são vítimas de uma situação complexa e não os verdadeiros criminosos. Ela destacou que o crime está nas redes de aliciamento e contrabando, que causam danos físicos e psicológicos aos migrantes, especialmente mulheres e meninas.

Cooperação institucional e políticas públicas

A ABIN atua como o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, e seu diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, ressaltou a importância da transparência e da cooperação entre instituições para enfrentar esse fenômeno. O documento também foi apoiado por Patrícia Wagner Chiarello, do Ministério das Relações Exteriores, que reafirmou o compromisso do Itamaraty com os direitos humanos dos refugiados.

Legislação e proteção dos migrantes

A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) estabelece a não criminalização da migração, promovendo uma abordagem humanitária. O relatório destaca que os migrantes não são vulneráveis apenas por questões financeiras, mas pela exposição a redes criminosas que exploram suas situações.

Opinião

O lançamento deste relatório representa um avanço significativo na compreensão do fenômeno migratório e na necessidade de políticas públicas que respeitem os direitos humanos, além de reforçar a importância da colaboração entre diferentes instituições para combater o contrabando de migrantes.