Pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) anunciaram a descoberta de três novas espécies de plantas na Mata Atlântica, localizadas nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. As descobertas foram publicadas na revista Phytotaxa e datam de 04/11/2026.
Espécies em risco de extinção
Duas das novas espécies, chamadas Pleroma leucotrichum e Pleroma latisepalum, apresentam risco de extinção. A Pleroma leucotrichum, encontrada no complexo rochoso Pedra do Fio/Pedra dos Cabritos, no sul do Espírito Santo, foi classificada como em perigo de extinção. Por outro lado, a Pleroma latisepalum, descoberta nos municípios mineiros de Itaipé e Novo Cruzeiro, foi classificada como vulnerável.
Uma terceira espécie sem avaliação conclusiva
A terceira espécie, Pleroma squamipilosum, foi identificada em Nova Venécia, no Espírito Santo, e em localidades de Minas Gerais. No entanto, os pesquisadores ainda não têm dados suficientes para uma avaliação conclusiva de seu risco de extinção.
Ambientes rochosos e desafios de sobrevivência
As três espécies foram descobertas em inselbergues, formações rochosas isoladas que apresentam condições desafiadoras, como pouca disponibilidade de água e intensa exposição solar. Os pesquisadores ressaltam que esses ambientes abrigam uma flora única, muitas vezes não encontrada nas florestas circundantes.
Pesquisa e importância da biodiversidade
O estudo, que envolveu comparações com exemplares de coleções botânicas e descrições científicas anteriores, destaca a necessidade de se preservar a biodiversidade da região. O pesquisador Fabrício Schmitz Meyer, vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), enfatiza que as diferenças entre espécies nem sempre são evidentes, exigindo análises detalhadas.
Opinião
A descoberta dessas novas espécies ressalta a importância de proteger os habitats naturais e a biodiversidade, que são essenciais para o equilíbrio ecológico e a preservação das espécies ameaçadas.





