Um ex-integrante do serviço de inteligência de Israel, Menachem Booky Halevy, está entre os envolvidos na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, conforme reportagens do Fantástico, da TV Globo. A fuga ocorreu em 27 de outubro, após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal.
Detalhes da Fuga
Flávio Bolsonaro registrou três entradas na Argentina em um intervalo de 34 minutos, utilizando documentos diferentes. Às 22h37, o senador entrou com passaporte italiano, seguido por uma entrada com carteira de motorista e outra com passaporte brasileiro. Apenas a entrada com o passaporte italiano foi mantida válida. A mulher e as filhas de Flávio também cruzaram a fronteira em uma van que saiu de Cascavel (PR).
A aeronave utilizada para a fuga foi um jato Gulfstream G400, que fez uma parada em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, onde chegaram na manhã de 28 de outubro. O voo custou US$ 150 mil, pago por um intermediário nos EUA.
Envolvimento de Advogados e Autoridades
Além de Halevy, o advogado Roberto Jorge Alexandre, que já atuou para o ex-presidente Jair Bolsonaro, também foi identificado na operação. Eles estavam acompanhados do motorista Neri Luiz Dala Corte, que negou ter visto a família Bolsonaro.
O advogado de Flávio, Frederick Wassef, afirmou que não tinha informações oficiais sobre a viagem e negou que a saída do senador pudesse ser considerada uma fuga. A assessoria do advogado Willer Tomaz também negou envolvimento no transporte de Flávio e sua família.
Investigação em Andamento
Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. A Justiça argentina já determinou a preservação de imagens de câmeras de segurança da fronteira e do aeroporto de Porto Iguazú, enquanto a deputada argentina Marcela Pagano questionou possíveis irregularidades no controle migratório.
Repercussão Internacional
Após a fuga, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou que o governo dos Estados Unidos tenha participado da saída do senador, afirmando que a entrada de Flávio no país foi autorizada pela Presidência americana.
Opinião
A fuga de Flávio Bolsonaro levanta questões sérias sobre a legalidade das ações e a influência de interesses internacionais nas investigações em andamento.





