O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás em sua decisão e remarcou comícios em Iowa e Kansas para este domingo, após ter cancelado planos de visitar esses estados no fim de semana. Inicialmente, Trump havia sinalizado que realizaria mais comícios virtuais na reta final da campanha para as eleições legislativas.
Durante um comício na Flórida, Trump comentou: “Pensei que esse seria o último. Pensei que finalmente poderia relaxar. Vinte e oito dias seguidos dessa coisa é muito”. No entanto, ele recebeu ligações de líderes locais pedindo sua presença, afirmando que um comício presencial seria mais eficaz do que um por teleconferência.
Trump, que já esteve em Iowa e Kansas nesta campanha, inicialmente hesitou em ir ao Kansas, afirmando que o candidato republicano ao Senado no estado “está muito bem”. Contudo, a disputa é considerada um empate pelo Cook Political Report, e Kansas não elege um senador democrata desde 1932.
A mudança de planos de Trump ocorre em um momento em que a votação antecipada cresce em todo o país. O dia oficial da eleição é 3 de novembro, e até 31 de outubro, mais de 52 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente. No Kansas, 43,6% dos votos antecipados foram de republicanos, enquanto em Iowa, 43,1% foram de democratas.
Trump e seu vice, J.D. Vance, estão focando em estados tradicionalmente republicanos na reta final da campanha, já que a mobilização da base é crucial para evitar perdas significativas no Senado. Ambos já realizaram comícios em estados como Mississippi, Carolina do Sul, Texas e Ohio.
No entanto, a estratégia de focar na base republicana pode ter um custo. Segundo Colin Seeberger, diretor de estratégia do Center for American Progress Action Fund, os republicanos estão sacrificando mensagens para os eleitores independentes, o que pode ser arriscado, especialmente considerando que uma em cada quatro pessoas que votou em Trump em 2024 diz se arrepender.
Opinião
A decisão de Trump de priorizar comícios em estados republicanos reflete uma estratégia arriscada que pode alienar eleitores independentes, essenciais para a vitória nas eleições.





