Política

Dorival Renato Pavan assume interinamente governo após afastamento de Riedel e outros

Dorival Renato Pavan assume interinamente governo após afastamento de Riedel e outros

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro. A substituição ocorre devido ao afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta é a 4ª vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual. Riedel tirou licença para descansar após o período eleitoral, enquanto Barbosinha se afastou para tratar de assuntos particulares. Gerson Claro também estará ausente devido a compromissos de agenda e uma viagem familiar.

Ao comentar sobre a responsabilidade, Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual. “Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional”, afirmou.

O desembargador ressaltou que, durante seu período no cargo, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo. “Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas”, explicou.

Pavan também enfatizou que a substituição temporária representa a harmonia entre os Poderes constituídos, visando preservar a estabilidade institucional e a continuidade dos serviços públicos.

Histórico

A primeira vez que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador foi em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o governo por algumas horas. Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte também assumiu interinamente por 12 dias, e em julho de 2019, o desembargador Paschoal Carmello Leandro ocupou o cargo por um curto período.

Opinião

A transição de poder, mesmo que temporária, é crucial para garantir a continuidade administrativa e a estabilidade política do Estado.