O Citi está avaliando internamente três critérios fundamentais para determinar como o próximo ministro da Fazenda será recebido pelo mercado. Dentre os nomes analisados, o vice-presidente Geraldo Alckmin se destaca como o mais bem avaliado pela Faria Lima.
Durante uma conversa com o Intraday, o economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto, apresentou os três critérios utilizados: as credenciais fiscais anteriores, a dependência do candidato em relação ao presidente Lula, e o nível de senioridade e envergadura política. Um nome mais independente poderia, segundo Porto, ter maior autonomia para implementar uma política fiscal mais austera.
Porto afirma: “Quando eu aplico essas três forças aos candidatos neste momento, o que me parece é que Geraldo Alckmin pode ser melhor recebido pelo mercado do que o governador Rafael Fonteles.” Embora o nome de Fonteles tenha ganhado força como uma possibilidade para a Fazenda, ainda existem dúvidas sobre sua autonomia na condução da política econômica.
O cenário-base do Citi prevê um reforço à âncora fiscal, com possíveis alterações nos parâmetros do arcabouço fiscal. Além disso, as expectativas indicam que os juros devem permanecer parados até o segundo semestre de 2024, com o Banco Central retomando o ciclo de cortes a partir de então.
Entretanto, Porto enfatiza que essa situação é “altamente dependente do sinal do governo neste pós-eleição”.
Opinião
A escolha do próximo ministro da Fazenda é crucial para a estabilidade econômica do país e a confiança do mercado, especialmente em um cenário de incertezas políticas.





