O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, anunciou que o Tesouro Nacional não vê, por enquanto, necessidade de novas intervenções no mercado de títulos públicos. A declaração foi feita em coletiva no dia 29 de outubro de 2023, após as operações extraordinárias realizadas no início da semana.
Segundo Dias, o órgão permanece em monitoramento constante do mercado e está preparado para atuar em caso de disfuncionalidade. “A gente segue em monitoramento constante. A cada turno a gente toma as nossas decisões, avalia mercado, conversa com participantes, avalia indicadores e toma a decisão”, destacou.
Na segunda-feira (26) e na terça-feira (27), o Tesouro Nacional cancelou os leilões tradicionais de títulos públicos, realizando operações extraordinárias de recompra. Nesse período, o órgão recompra cerca de R$ 31,6 bilhões em títulos, o que ajudou a restabelecer as negociações entre os agentes do mercado.
Dias ressaltou que as medidas tomadas foram eficazes, proporcionando uma melhora significativa nas transações. “Vimos uma melhora significativa no mercado, do ponto de vista de começar a ter negócio, os agentes começarem a ter compra e venda”, afirmou.
Ele também enfatizou que as decisões são tomadas “turno a turno” e que o objetivo das intervenções não é estabelecer um nível de preço para as taxas de juros. “É deixar que o mercado encontre o próprio equilíbrio após uma revisão forte de expectativas e após os ajustes de carteira”, explicou.
Opinião
A postura do Tesouro Nacional em manter a vigilância sobre o mercado sem novas intervenções reflete um compromisso com a dinâmica de formação de preços, essencial para a saúde econômica.





