Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, está pressionando o governo de Lula a apresentar um plano fiscal antes de 2027. O objetivo é recuperar a confiança do mercado financeiro, que tem se mostrado cauteloso diante do crescimento das despesas públicas, que aumentaram 22% nos últimos quatro anos, enquanto o PIB brasileiro avançou apenas 11%.
Necessidade de apoio político
Em entrevista à CNN Brasil, Mansueto enfatizou que a estratégia fiscal deve contar com o apoio do presidente e dos ministros, além de uma articulação política eficaz no Congresso Nacional. Ele acredita que a simples apresentação de um plano que limite a expansão das despesas já ajudaria a melhorar as expectativas dos investidores, abrindo espaço para a queda do dólar e dos juros.
Despesas obrigatórias e desafios fiscais
Atualmente, cerca de 90% das despesas federais são obrigatórias, o que limita a capacidade do governo de controlar os gastos. Mansueto defende que o próximo ministro da Fazenda precisará ter uma boa interlocução com o Congresso e o apoio integral do presidente para implementar um plano fiscal eficaz.
Ajuste fiscal sem novos impostos
O economista também criticou a ideia de que o ajuste fiscal deva depender de novos aumentos de impostos, dada a elevada carga tributária no Brasil. Para ele, o foco deve ser em controlar o crescimento das despesas, permitindo que a inflação caia e os juros sejam reduzidos.
Opinião
A pressão de Mansueto Almeida sobre o governo Lula destaca a urgência de um plano fiscal que não apenas controle o crescimento das despesas, mas também reestabeleça a confiança dos investidores no Brasil.





