O ministro da Fazenda, Dario Durigan, autorizou a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 7 bilhões aos Correios. Este financiamento faz parte de um plano de reestruturação da estatal, que acumula sérios problemas financeiros.
O crédito será obtido através de um consórcio de bancos, que inclui instituições como ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan. A operação, publicada no Diário Oficial da União, terá um custo de 114,84% do CDI e prevê a liberação de R$ 5 bilhões na assinatura do contrato, com os R$ 2 bilhões restantes a serem disponibilizados até dezembro.
Os Correios terão um prazo de 15 anos para quitar o empréstimo, que inclui um período de carência de três anos. No entanto, caso a empresa seja privatizada, o saldo devedor deverá ser quitado antecipadamente.
Crise Financeira dos Correios
Atualmente, os Correios enfrentam uma grave crise financeira, com um prejuízo acumulado de R$ 5,55 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026 e um patrimônio líquido negativo de R$ 19,9 bilhões. Essa situação torna a estatal uma das mais problemáticas durante o governo do presidente Lula.
Histórico de Empréstimos
Este não é o primeiro empréstimo que os Correios contratam. Em dezembro de 2025, a estatal já havia assinado um contrato de R$ 12 bilhões com bancos como Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A primeira tentativa de empréstimo previa um valor maior, de R$ 20 bilhões, mas foi descartada devido à taxa considerada alta, de cerca de 136% do CDI.
Opinião
A autorização do governo para garantir o empréstimo aos Correios levanta questões sobre a sustentabilidade financeira da estatal e a necessidade de uma reestruturação eficaz para evitar novos prejuízos.





