Eleições

Flávio Bolsonaro se autodeclara presidente, mas PL e aliados reconhecem Lula

Flávio Bolsonaro se autodeclara presidente, mas PL e aliados reconhecem Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se autodeclarou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” em 28 de outubro, mas não conta com o apoio de seu partido, do vice na chapa presidencial, Alfredo Gaspar (PL-RN), nem de aliados ao contestar o resultado das urnas.

No dia 25 de outubro, o PL, governadores e parlamentares bolsonaristas reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio, que obteve 48,21% dos votos, viu Lula vencer com 51,79%, totalizando 4,43 milhões de votos a mais.

Reação do PT e fuga para os EUA

Após a eleição, Flávio divulgou uma carta com conteúdo golpista, onde acusou “fraude eleitoral” e reiterou sua autodeclaração. O PT reagiu chamando Flávio de “Guaidó Tupiniquim”, referindo-se à sua fuga para os Estados Unidos e ao seu discurso de autodeclaração. Flávio alterou o texto da carta três vezes, passando de “eleito” para “líder do Brasil”.

Na tarde da eleição, o número de votos após as 17h foi de 34.393 em todo o Brasil, enquanto Flávio criticou a prorrogação do horário de votação, mesmo sua própria coligação tendo solicitado tal medida devido à falta de transporte público em cidades como São Paulo e Salvador.

Apoio a Lula e a posição dos aliados

Governadores e partidos como Republicanos e MDB também reconheceram a vitória de Lula. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que é preciso respeitar o resultado das urnas. O União Brasil declarou que a democracia é um valor inegociável e que o resultado da eleição deve ser respeitado.

Em nota, o MDB reafirmou sua confiança no sistema eleitoral e na legitimidade do resultado, enquanto a deputada Gleisi Hoffmann criticou Flávio, questionando sua fuga e os recursos utilizados para tal.

Opinião

A situação revela um profundo racha entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro e as instituições que reconhecem a legitimidade do processo eleitoral, evidenciando a fragilidade da democracia no Brasil.