O governo de Javier Milei confirmou que Flávio Bolsonaro decolou do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, na manhã desta quarta-feira, acompanhado de sua mulher, Fernanda, e suas duas filhas. O voo foi operado pela Baires Fly SA e levou a família para Guayaquil, no Equador.
De acordo com informações obtidas pelo jornal La Nacion, Flávio e sua família entraram na Argentina na noite de terça-feira, 27 de outubro, às 22h50, e partiram imediatamente para o Equador. O destino final da família seria os Estados Unidos, onde o ex-presidente Donald Trump teria oferecido asilo político a eles.
Decisão do STF e reações
A viagem de Flávio ocorre apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou seus planos de viagem e ordenou a apreensão de seu passaporte. O governo argentino declarou que não havia mandado de prisão ou impedimento legal que barrasse a entrada de Flávio e sua família no país.
O estrategista de Milei, Santiago Caputo, estava em Misiones durante a partida do avião, o que levantou suspeitas sobre a possível conivência do governo argentino na fuga do senador do PL. No entanto, funcionários da Casa Rosada negaram qualquer envolvimento.
Informações de imigração
A Direção Nacional de Migração da Argentina confirmou a entrada de Flávio e sua família, que portavam documentação válida e não tinham impedimentos legais. O gabinete do chefe de Gabinete, Diego Santilli, também confirmou que a delegação embarcou em um voo particular com destino a Guayaquil.
Opinião
A situação envolvendo Flávio Bolsonaro levanta questões sobre a relação entre Brasil e Argentina, além das implicações políticas da oferta de asilo nos Estados Unidos.





