A Ri Happy avançou em sua recuperação extrajudicial após a aceitação do pedido pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo no dia 23 de outubro de 2026. Com isso, as cobranças de dívidas foram suspensas por 180 dias, proporcionando um respiro financeiro ao grupo que inclui outras cinco empresas: PB Kids, Part Out Franquias, New Toys, Divertudo e Brincar Marcas.
A dívida total do grupo é superior a R$ 827 milhões, com aproximadamente 42,4% desse montante, ou cerca de R$ 308,8 milhões, já aceita por credores. As empresas têm um prazo de 90 dias para comprovar que credores que representam mais da metade do passivo aceitaram o plano de reestruturação.
Desafios e Complexidades do Processo
A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira reconheceu a complexidade do caso e, atendendo a um pedido do Ministério Público, nomeou um administrador judicial. Este profissional terá um prazo de 48 horas para assinar um termo de compromisso e 15 dias para apresentar seu plano de trabalho.
A recuperação extrajudicial é uma alternativa menos invasiva, permitindo que a empresa negocie diretamente com os credores, mas a juíza decidiu que cada uma das seis empresas do grupo deve comprovar separadamente o apoio necessário dos credores para seguir com o processo.
Impacto da Pandemia e Mudanças no Controle
A Ri Happy argumentou que os efeitos da pandemia de Covid-19, a alta taxa de juros e a concorrência desleal com produtos importados contribuíram significativamente para sua crise financeira. Em 31 de agosto de 2026, a empresa foi vendida para a BluSun Capital Partners, e apenas 48 dias após essa transação, o pedido de recuperação foi feito.
Opinião
A situação da Ri Happy reflete os desafios enfrentados por muitas empresas no Brasil, especialmente em um cenário econômico instável.





